terça-feira, 1 de abril de 2014

Agricultura


Assine a petição agora

Prezados líderes Africanos,

Podemos criar milhões de empregos, alimentar a África e criar um futuro melhor se vocês mantiverem suas promessas de investir em agricultura e apoiar os pequenos agricultores, especialmente mulheres.
Assine a petição e baixe GRATUITAMENTE a música Cocoa Na Chocolate featuring D’Banj e alguns dos maiores artistas africanos.
Versão em Português: Li Lima

quarta-feira, 19 de março de 2014

O problema com as meninas (e meninos) brancos

Pippa amarrando braceletes da amizade durante sua primeira viagem à República Dominicana em 2009
Por que deixei de ser uma turista voluntária. Por Pippa Biddle. Originalmente postado com a permissão da autora pippabiddle.com . 

Os brancos não são informados de que a cor da sua pele é um problema muito frequentemente. Nós passamos despercebidos através de pontos de verificação da polícia, não atraímos olhares em bairros ricos, e somos geralmente entendidos como predispostos para o sucesso com base em uma característica física (a cor da nossa pele), temos pouco a nos preocupar além de protetor solar e óleo bronzeador.


Depois de seis anos de trabalho e viajando através de um grande número de países onde as pessoas brancas estão em minoria numérica, eu percebi que há lugares onde ser branco não é apenas um obstáculo, mas é negativo - e é na maior parte do mundo em desenvolvimento.

No colégio, eu viajei para a Tanzânia como parte de uma viagem escolar. Havia 14 meninas brancas, uma menina negra que, para sua frustração, foi chamada de branca por quase todos que nós conhecemos, na Tanzânia, e alguns professores acompanhantes. Três mil dólares nos comprou uma semana em um orfanato, meia biblioteca construída, e alguns jogos de futebol do recolhimento, seguido de um safari de uma semana.

A nossa missão no orfanato era construir uma biblioteca. Acontece que nós, um grupo de estudantes de escola privada altamente educadas, éramos tão ruins no trabalho de construção mais básica que, a cada noite, alguns homens tiveram que derrubar os tijolos que tinha colocado com problemas na estrutura e reconstruir de modo que, quando acordávamos na parte da manhã, nós seríamos inconscientes de nosso fracasso. É provável que este tenha sido um ritual diário. Nós misturamos cimento e empilhamos tijolos por seis horas ou mais, e eles desfaziam o nosso trabalho após o pôr do sol, recolocavam os tijolos, e depois agiam como se nada tivesse acontecido para que o ciclo pudesse continuar.

Basicamente, nós falhamos em nosso propósito. Teria sido mais rentável, estimulante para a economia local e eficiente para o orfanato, levar o nosso dinheiro e contratar moradores para fazer o trabalho, mas lá estávamos nós, tentando construir paredes retas, sem um nível.

Naquele mesmo verão, eu comecei a trabalhar na República Dominicana ajudando a organizar um acampamento de verão para crianças soropositivas. Em poucos dias, era óbvio que o meu rudimentar espanhol me pusera tão distante do pessoal local que eu poderia muito bem ter sido uma alienígena. Tente cuidar de crianças que têm uma condição médica séria e não estão dispostos a ouvir em uma linguagem que você mal conseguia falar. Isso não é fácil. Agora, seis anos mais tarde, eu sou muito melhor em espanhol e ainda estou muito envolvida com o campo de programação, captação de recursos e liderança. No entanto, eu parei de dar assistência quando finalmente aceitei que a minha presença não é a dádiva de Deus que as organizações sem fins lucrativos, documentários e programas de serviços me fizeram acreditar que seria.

Veja, o trabalho que estávamos fazendo na República Dominicana e Tanzânia foram bons. O orfanato precisava de uma biblioteca, para que pudessem ser "promovidos" para um nível mais alto como uma escola, e o acampamento na República Dominicana necessitava de financiamento e suprimentos para que pudesse proporcionar às crianças soropositivas programas integrais para a sua saúde física e mental. Não era o trabalho que era ruim. Foi EU estar lá.

Acontece que eu, uma menina branca, sou boa em um monte de coisas. Eu sou boa em levantar dinheiro, em formação de voluntários, em coletar itens, em coordenar programas e em contar histórias. Sou flexível, criativa e capaz de pensar com os pés no chão. No papel eu sou, pela maioria dos padrões, altamente qualificada para a ajuda internacional. Mas eu não deveria ser.

Eu não sou uma professora, uma médica, uma carpinteira, uma cientistaa, uma engenheira, ou qualquer outra profissional que possa fornecer um apoio concreto e soluções de longo prazo para as comunidades nos países em desenvolvimento. Eu sou um menina de 1,63m, branca, que pode transportar sacos de coisas moderadamente pesados, brincar de cavalinho com as crianças, tentar dar uma aula, contar a história de como eu me encontrei (com uma apresenação em powerpoint) para alguns milhares de pessoas e não muito mais.

Alguns poderiam dizer que isso é o suficiente. Que, enquanto eu vou para o país "X" com uma mente aberta e um coração bom eu vou deixar pelo menos uma criança tão elevada e encorajada pela minha curta estadia que eles vão, durante anos, pensar em mim todas as manhãs.

Eu não quero que uma menina em Gana, Sri Lanka ou Indonésia pense em mim quando ela acorda todas as manhãs. Eu não quero que ela me agradeça por sua educação ou assistência médica ou roupas novas. Mesmo que eu esteja fornecendo os fundos para fazer a bola rolar, eu quero que ela pense sobre seu professor, líder comunitário, ou sua mãe. Eu quero que ela tenha um herói que ela pode se relacionar - que se pareça com ela, que seja parte de sua cultura, fale a sua língua, e que ela possa topar no caminho para a escola uma manhã.

Depois da minha primeira viagem para a República Dominicana, prometi a mim mesma que nós, um dia, teríamos uma corrida no acampamento executada por dominicanos. Agora, cerca de sete anos depois, o diretor do acampamento, líderes do programa e todos, e mais um punhado de conselheiros são Dominicanos. A cada ano, trazemos alguns Voluntários do Peace Corps e outros altamente qualificados dos Estados Unidos, que agregam valor ao nosso programa, mas eles não são os únicos responsáveis. Eu acho que finalmente estamos ajudando corretamente, e eu não estou lá.

Antes de se inscrever para uma viagem de voluntários no mundo neste verão, considere se você possui o conjunto de habilidades necessárias para que a viagem seja bem sucedida. Se sim, maravilhoso. Se não, pode ser uma boa ideia reconsiderar a sua viagem. Infelizmente, participar em uma ajuda internacional, onde você não é particularmente útil, não é benigna. É prejudicial. Ele retarda o crescimento positivo e perpetua o complexo de "salvador branco" que, por centenas de anos, tem assombrado os países que estamos tentando "salvar" e a nossa (mais recentemente) própria psique. Seja inteligente sobre a viagem e se esforce para ser informado e culturalmente consciente. É somente através de uma compreensão dos problemas que as comunidades estão enfrentando, e o desenvolvimento contínuo de competências dentro dessa comunidade, que as soluções de longo prazo serão criadas.

Por Pippa Biddle
Versão em Português: Louise Teixeira (Parceira do Blog)

sábado, 1 de março de 2014

Cúpula de Energia começa com uma visita surpresa de Bono

Membro ONE Vivian Onano e Bono. Crédito Foto: Ralph Alswang.
Surpresa!

No pontapé inicial da Cúpula 2014 de Energia da ONE em Washington, D.C., na tarde de 22 de fevereiro, um suspiro coletivo – e aplausos – encheram o ar quando o cofundador de nossa organização, Bono, subiu ao palco para reunir seus soldados.

O momento em que os membros ONE descobriram que nosso convidado surpresa era Bono:

video


A aparição de hoje foi de Bono no primeiro evento anual, que reúne funcionários da ONE e os 200 principais líderes voluntários de todos os EUA, para treinamento de advocacia e uma viagem ao Capitólio para pressionar em torno de nossa campanha contra a pobreza energética.

Os participantes da Cúpula deste ano vieram de 43 estados e incluem estudantes universitários, líderes de fé, blogueiros da ONE Mom, parceiros e nossos líderes distritais do Congresso (CDLs sigla em inglês).

Depois de surpreender o grupo, entrando na sala e perguntando se alguém precisava de um "CDL de Dublin", Bono se sentou para uma entrevista com a membro da ONE, Vivian Onano, uma líder estudantil da Carthage College, que cresceu no Quênia.

Onano perguntou a Bono se a ONE tem atendido suas expectativas ao longo da última década. “Eu nunca esperei que fosse tão legal”, ele brincou e, em seguida, acrescentou: “O que vocês estão fazendo é um grande negócio”.

Durante sua meia hora no palco, Bono falou francamente com o grupo como um companheiro ativista. Com a charmosa (e serena!) Onano, ele discutiu vários destaques das realizações ONE e por que a organização foi fundada na esteira do movimento de redução da dívida que ajudou os governos africanos a colocarem mais de 51 milhões de crianças na escola.


Bono falou sobre os primeiros dias da luta pelo financiamento contra a AIDS, a criação do PEPFAR e o momento “aha!” que teve com o ex-senador dos EUA, Bill Frist, que ressaltou a importância de campanhas de base. No final, “é preciso movimentos sociais para mudar as coisas”, disse Bono.

Bono também falou sobre a importância do trabalho ONE na luta contra a corrupção e pela transparência nos setores de petróleo e mineração, criticando o Instituto Americano do Petróleo por mover ação judicial para bloquear regras pró-transparência, as quais os ativistas ONE fizeram campanha com sucesso e ajudaram a transmitir.
Ele também falou sobre a importância do setor empresarial como um parceiro na luta contra a pobreza e chamou a atenção para a (RED), divisão da ONE, que tem parceria com empresas como a Apple e Starbucks, e gerou mais de 250 milhões de dólares, até o momento, para o Fundo Global de Luta Contra a AIDS na África. “(RED) é a porta de entrada para o ativismo”, disse ele.

Onano também teve a oportunidade de compartilhar algumas de suas experiências com Bono e aqueles voluntários, particularmente, em torno de nossa campanha contra a pobreza energética. Ela falou como era crescer sem eletricidade confiável em sua casa na zona rural do Quênia e os impactos negativos que tiveram na saúde e educação da criança

Por sagacidade habitual de Bono houve algumas grandes tiradas e um pouco de humor autodepreciativo. (“Crescendo na Irlanda, havia certas coisas que você não poderia discutir em uma sociedade civilizada como: sexo, religião e política”, ele riu. “Isso é tudo o que eu queria discutir.”) Ele estava aberto e sincero sobre o seu desejo de expandir o alcance da ONE. Energia e anticorrupção estão na agenda política ONE e, dentro dos próximos 10 anos, ele espera ‘ver mais membros ONE ao sul do equador ao invés do norte.’

Após entrevista à Onano, Bono respondeu perguntas da plateia e eu tive a chance de perguntar a ele como nós, ativistas, podemos continuar a convencer os nossos concidadãos – e os funcionários eleitos – que os avanços feitos contra a pobreza extrema são reais e que o investimento na África é bom para a economia dos EUA e para nossa segurança nacional. Como manteremos a paixão pelo trabalho na equação quando muito da nossa pressão é baseada em resultados orientados por dados? “Não podemos esquecer que as estatísticas são as pessoas”, disse ele.

Como membro ONE que participou como voluntária da organização desde o começo, estou satisfeita por Bono ter tempo para se juntar a nós na Cúpula de Energia. Sabemos que ele conhece a África, sabemos que ele sabe dos números, sabemos que ele é influente, sabemos que ele é legítimo. E ele sabe que nós também somos. Obrigada, Bono!

Por Kristi Wooten
Versão em Português: Mônica Brito

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Montanhas Simien da Etiópia: incríveis fotografias em preto e branco

O fotojornalista alemão Mario Gerth capturou a paisagem incrível e dramática do norte da Etiópia nesta coleção deslumbrante de imagens em preto e branco.


Inclui fotos tiradas nas Montanhas Simien e nas igrejas escavadas na rocha de Lalibela. Mario percorreu mais de 350 milhas a pé e de burro por uma das regiões mais remotas da África. Ele encontrou monges orando com Bíblias de 600 anos e agricultores e pastores, cujos métodos não mudaram em milhares de anos.

Eu caminhei nestas montanhas, há alguns anos, e o grande vazio é capturado perfeitamente. Você pode caminhar por milhas e só ver as tropas itinerantes de babuínos Gelada e, de repente, encontrar um rapaz com um rebanho de cabras há milhas de qualquer aldeia.

Mas, apesar de bela, a região é extremamente pobre. O desmatamento e a erosão do solo são claramente visíveis e a vida nessas montanhas é difícil. A Fundação Fred Hollows é uma organização que trabalha na área para melhorar a saúde e a vista.

Se você viajar para a Etiópia tenha tempo para visitar as Montanhas Simien, mas tenha certeza que sua visita será em benefício da comunidade local e o meio ambiente, ao invés de explorá-lo. Há outros poucos lugares no mundo tão silenciosos e inspiradores.


Por Helen Hector
Versão em Português:Mônica Brito

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Reflexões sobre a minha corrida para ONE

Passaram-se 10 dias desde o final da prova Ultra África em Burkina Faso (Nota: postado originalmente em 28/11/2013). Eu completei muitas corridas desafiadoras, de multiestágio no deserto nos últimos anos, mas nunca demorou tanto tempo para me recuperar.

Meus pés ficaram com bolhas do segundo dia em diante como resultado do calor intenso e irregularidade do terreno. No último dia da corrida eu tinha infecções em ambos os pés, que pioraram durante os três dias após a corrida, durante a viagem de Banfora a Joanesburgo .

Mas esta é a vida para os participantes de eventos desportivos extremos, como corridas multiestágio no deserto. Não é o caso se vai ser um desafio ou não, mas sim quão bem seu corpo vai lidar com as circunstâncias. A parte triste dessa corrida, além dos problemas com os meus pés que senti o tempo todo, é que um corredor sem pés nas condições que encontramos em Burkina Faso é rapidamente relegado a alguém que se assemelha a uma tartaruga em movimento lento. E no final da corrida, eu não era nada mais do que uma grande tartaruga com dores terríveis. Felizmente terminei a corrida de cinco dias, de 213 quilômetros, e a cura dos meus pés está lentamente fazendo progresso.


David durante a corrida Ultra África
Eu dediquei a minha participação na corrida Ultra África 2013 para o trabalho da ONE na África. Durante cada dia da corrida destacamos um tema específico de interesse para o trabalho da ONE - tecnologia, saúde, energia, transparência e agricultura. Estas 5 questões são de especial relevância para um país como Burkina Faso, e, especialmente para a região sul-ocidental onde a corrida foi realizada. Além do calor intenso que caracteriza a área, serviços de governo e infraestrutura são quase inexistentes. Não há eletricidade e água corrente, dificilmente qualquer instalação de educação e de saúde funcionais, e a principal atividade econômica é a agricultura de subsistência. A vida diária é uma luta para a maioria, e as circunstâncias locais que testemunhamos durante a corrida destacaram os desafios que as pessoas ainda enfrentam em muitas partes da África, especialmente na área rural.

Apesar de Burkina Faso ser um dos países mais pobres do mundo e, portanto deve continuar a ser beneficiado pelo apoio internacional, é também um país rico em recursos minerais. Muitas empresas internacionais de mineração e outras estão ocupadas explorando oportunidades no país. O desafio para Burkina Faso, como para muitos outros países africanos, é em última análise, como utilizarão suas riquezas naturais para melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos.

ONE dá crescente ênfase à transparência relacionada à conduta das empresas multinacionais, ao mesmo tempo, estimulando os governos africanos a serem mais "abertos" com relação a alocação de recursos em apoio às prioridades de desenvolvimento tais como saúde, educação e agricultura, são intervenções importantes para garantir que o produto das riquezas naturais da África, em última análise apoiem o desenvolvimento futuro do continente. Esta não uma tarefa fácil e vai exigir esforços sustentados pela ONE e por muitos outros membros da sociedade civil com interesses semelhantes.

Minha organização, a TechSoup Global, apoiará a realização do Acampamento Net2 no início de 2014, em Burkina Faso, que fornecerá às organizações locais da sociedade civil uma oportunidade estratégica para aprender mais sobre o poder e o potencial da tecnologia em apoio ao seu trabalho e ação cidadã .

Eu gostaria de agradecer a equipe da ONE em Joanesburgo e Londres por todo o seu apoio antes e durante a corrida, e as muitas mensagens de apoio e incentivo que as pessoas postaram pelo Facebook e blog  da ONE.

É uma honra ser associado da ONE África como membro do Conselho Consultivo de Política, e a oportunidade que tive de apoiar seu trabalho através da minha participação no Ultra Africa Race.

Já estou planejando minha próxima corrida de aventura no deserto e espero continuar a apoiar o trabalho da ONE e de outras causas dignas através da minha participação.

Mas, por agora , a minha corrida pela ONE terminou!

David Barnard é membro do Conselho Consultivo de Política da ONE África e Vice-Presidente da TechSoup na África. De 14 a 18 novembro de 2013 ele assumiu um incrível desafio:  o Ultra ÁFRICA Race em Burkina Faso.

Por: David Barnard
Versão em Português: Li Lima

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

AIDS: Bono agradece aos EUA pela liderança bipartidária



AIDS: Bono e The Edge aceitaram o Prêmio Visionário do Festival Internacional de Filmes de Palm Springs esta semana, em nome do U2, com um discurso sobre o poder do ativismo e a liderança bipartidária americana no fornecimento de mais tratamento antirretroviral aos pacientes com AIDS. Esta é a primeira vez que o prêmio foi dado a alguém que não é um cineasta, e Bono aproveitou a oportunidade para falar sobre o trabalho de advocacia de sua banda. O que se segue é uma transcrição do todo o discurso que Bono fez na premiação de gala na noite de sábado.

Eu acho que este é um prêmio para não se calar e para se manter no que você é bom. Este é uma espécie de prêmio por ser um chute no traseiro, não é? Isso é o que é. E nós entendemos que as pessoas acham insuportável quando os artistas se desviam para fora de sua caixa, mas para muitos de nós, nesta sala, esta é a definição de ser um artista, se afastar de sua caixa.

Vale ressaltar que mais pessoas vivem suas imaginações na Califórnia do que em qualquer outro lugar do mundo. Nenhuma outra geografia chega perto. As pessoas daqui gostam de fazer perguntas sobre o real, assim como do mundo imaginário, e isso, é claro, é o começo de ser chato. Exigir respostas é quando você melhora o status da dor no traseiro do ativista, embora algumas pessoas aqui consigam fazer a coisa ativista sem serem chatas.

É claro que estou pensando em Jane Fonda. Como não poderia? Estou pensando em Meryl Streep em “A Escolha de Sofia”. Steve McQueen desafiou a intolerância em toda a sua carreira. Idris Elba, Naomie Harris eram ativistas muito antes de tomar a grandiosa vida dos Mandela. Julia Roberts, antes de “Erin Brockovich”, era uma ativista e é uma ativista e uma estrela extraordinária de cinema, a definição de, eu diria. E nós gostaríamos de fazer pausa por um minuto para considerar o nosso Presidente, Tom Hanks, e o seu papel estigma que desafia, para mudar o jogo, em “Filadélfia”. E o que Matthew McConaughey fez novamente agora em “Clube de Compras Dallas”. Performances extraordinárias.

HIV/AIDS roubou várias vidas neste país. 650.000, para ser exato e 23 milhões de vidas fora deste país. O que pessoas como Harvey Weinstein e grupos como amfAR fizeram para o problema interno AIDS, ONE e (RED) e muitos outros estão tentando fazer para a crise global da AIDS. Nossa simples crença é a de que onde você mora não deve decidir se você vive.

Agora a nossa liderança nesta campanha perdeu um filho para uma doença. Seu nome era Nelson Mandela, o maior ativista de todos eles. Seu gênio era uma recusa a odiar, não porque ele não tinha experimentado a raiva, mas porque pensava que o amor poderia fazer um trabalho melhor. Sua inteligência era a de pôr de lado o tribalismo e o partidarismo, o tipo de partidarismo, eu acho que você vai concordar, que traiu esta grande nação e a grande ideia americana no coração dele, mesmo nos últimos anos.

É irônico que, seguindo o exemplo africano, americano e europeu, ativistas como os da ONE foram bem sucedidos no sentido de incentivar os Democratas e Republicanos aqui nos EUA a colocarem de lado suas diferenças e trabalharem juntos sobre o que está a transformar-se na maior intervenção de saúde na história da medicina. Obrigado, América.

Você provavelmente não sabe disso, mas agora existe 10 milhões de vidas no mundo em desenvolvimento salvas pela terapia antirretroviral e os contribuintes americanos pagaram por cerca de três quartos delas. Obrigado, América. 7.8 milhões de almas sensíveis estão vivas por causa de medicamentos contra a AIDS que os Estados Unidos da América pagam, e elas não estão apenas vivas, mas as permite prosperarem, terem filhos saudáveis, estarem vivas para educar essas crianças, para trabalharem, para contribuírem em suas economias. E nós estamos no ponto de inflexão – incrível poder dizer isso – estamos realmente no ponto de inflexão – se mantivermos a pressão.

Estamos ao alcance de declarar a primeira geração livre da AIDS. Que pensamento. Que pensamento para esta comunidade. E é até o ativismo desta geração, atores, diretores, produtores, músicos, mas também estudantes, médicos, enfermeiros, padres, pilotos da NASCAR, mães do futebol, executivos, ONGs, políticos, pessoas que simplesmente não costumam sair juntas, não apenas saindo juntas, mas trabalhando juntas. E isso é o que é preciso.

Edge e eu tivemos a nossa mente e os nossos valores moldados por alguns livros e escribas importantes, mas para nós, na verdade, eram os filmes e as músicas que acendiam o fogo e colocavam a nossa imaginação em um curso para conhecê-los esta noite. Então obrigado aos visionários nesta sala e todos sabem que uma visão sem uma promessa é apenas uma fantasia, e não estamos interessados nisso. Obrigado e boa noite.

Por: Malaka Gharib
Versão em Português: Mônica Brito

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

DIGA AOS LÍDERES EUROPEUS PARA COMBATEREM AS EMPRESAS FANTASMAS.


Empresas fantasmas só existem no papel. São empresas falsas criadas para esconder a identidade das pessoas que as controlam . Elas permitem que criminosos,  políticos corruptos e empresas duvidosas lucrem - ao roubar da África seus recursos tão necessários.

Ministros e parlamentares europeus estão considerando novas leis para reprimir as empresas fantasmas. Estamos pedindo a divulgação pública de quem possui e controla empresas e administradoras de fundos; armados com esta informação, os cidadãos serão capazes de erradicar a corrupção e ajudar a garantir que os recursos sejam usados ​​para combater a pobreza extrema, em vez de perdê-los em negócios desonestos.

Diga aos líderes europeus que se certifiquem de que todos possam acessar informações sobre quem realmente possui e controla companhias e administradores de fundos, para que possamos lutar contra as empresas fantasmas que ajudam a roubar bilhões de países pobres.

Prezados líderes europeus,


Por favor, reprimam as empresas fantasmas, garantindo que as informações sobre quem possui e controla companhias e administradores de fundos sejam públicos.

Assine a petição aqui.

Via ONE
Versão em Português: Li Lima